Exames simples podem salvar vidas e evitar doenças silenciosas
Muitos problemas de saúde poderiam ser evitados ou controlados com antecedência, mas a realidade ainda é outra. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 70,6% dos brasileiros não realizam check-ups médicos com regularidade, o que dificulta o diagnóstico precoce de doenças que, muitas vezes, começam de forma silenciosa.
Esse comportamento reflete uma cultura comum: a de procurar ajuda médica apenas quando surgem sintomas mais intensos. No entanto, exames simples e acessíveis, como aferição da pressão arterial, testes de glicemia e avaliação do colesterol, podem identificar alterações importantes antes mesmo de o corpo manifestar sinais claros.
Hipertensão, diabetes e colesterol alto, por exemplo, estão entre as chamadas doenças silenciosas, que podem evoluir por anos sem sintomas e, quando descobertas tardiamente, já apresentam complicações mais graves, como problemas cardiovasculares.
De acordo com a médica clínica da Hapvida, Bárbara Alencar, a falta de prevenção ainda é um dos principais desafios na saúde. “A maioria das pessoas só procura atendimento quando já está sentindo algo mais sério, mas muitas doenças começam sem sintomas. Exames simples, feitos regularmente, conseguem identificar alterações precoces e evitar complicações mais graves”, explica.
A médica destaca que o acompanhamento de rotina permite não apenas o diagnóstico precoce, mas também a adoção de medidas preventivas. “Quando identificamos alterações no início, é possível controlar a evolução com mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, com tratamento simples. Isso reduz riscos e melhora significativamente a qualidade de vida”, orienta.
Além de facilitar o diagnóstico, o check-up também contribui para a construção de uma relação mais consciente com a própria saúde. “A prevenção precisa deixar de ser algo que a pessoa faz apenas quando sobra tempo. Cuidar da saúde deve ser prioridade, porque esperar o problema aparecer pode ter um custo muito maior”, conclui a médica.
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